Eventos. SEMAD-MT - Secretaria Estadual de Missões das Assembleias de Deus do Estado de Mato Grosso.

EVENTOS

1º AULA - CURSO DE PREPARAÇÃO MISSIONÁRIA

03/04/2015

1º AULA - CURSO DE PREPARAÇÃO MISSIONÁRIA

Conforme nossos objetivos e propósitos:

Objetivo: A secretária de Missões em parceria com as Faculdades Evangélicas Integradas Cantares de Salomão – FEICS, tem a grata satisfação de convidar a todos a participarem do  da primeira aula do CURSO DE PREPARAÇÃO MISSIONÁRIA com o objetivo principal: divulgar, incentivar e desenvolver os trabalhos missionários, com foco em ganhar almas para o Reino de Deus, através do poder do Evangelho do nosso Senhor e Salvador Jesus.

Diante deste grande desafio de "... pregar o evangelho a toda a criatura", a igreja de Cristo como um todo, tem a responsabilidade de responder com zelo e compaixão, comunicando de todas as maneiras possíveis o amor do meigo Nazareno. Não obstante, o propósito deste CURSO DE PREPARAÇÃO MISSIONÁRIA é canalizar uma maior conscientização missionária para os vocacionados (secretários de missões) e ajudá-los no desenvolvimento de suas aptidões através de aulas sistemáticas. Neste momento a preocupação da Semad-MT, não é de somente enviar, manter e orar pelos missionários a ela ligados (aprendemos que isso é o básico), mais também tem-se preocupado em preparar dando subsídios para aqueles que visam ganhar almas para o reino dos céus com qualidade.

Propósito: A necessidade de mantenedores da obra missionária e cada vez mais crescente, pois nos aproximarmos cada vez mais da volta de Jesus. Nota-se que muitos cristãos têm-se desviado do foco do grande mandamento (Mc 16.15). Seria muito bom se pudéssemos com um simples relatório do campo missionário convencer os membros da igreja a fazer missões, contribuir e orar mais por este maravilhoso trabalho! Ora; faz se necessário lançar mão de recursos didáticos com desafios e com de qualificar melhor nossos secretários de missões, dando-lhes bases sólidas das escrituras concernentes ao assunto e assim o propósito é: ”crescermos na graça e no conhecimento” (1Pe 3.18)” de Nosso Senhor Jesus, missionário por excelência.

 

Cronograma da 1º aula:

 

NOME DA DISCIPLINA

Horário

(DIA/MÊS/ANO)

Missiologia / Bases Bíblicas de Missões (AT/NT)

Pr. Ilton Antônio

08:30Hs/10:00Hs

25/04/2015

10:00Hs/11:30Hs

História das Missões

Ev. Eduardo Leite

14:30Hs/16:00Hs

25/04/2015

16:00Hs/17:00Hs

 
 

Projeto Missionário 2015

CURSO DE PREPARAÇÃO MISSIONÁRIA

 

 

 

Ev. Nelson Barbosa Alves

Secretário Estadual de Missões / Semad-MT

Ev. Wesley Marcelino de Oliveira

Secretário Executivo de Missões / Semad-MT

Pb. Claudenir Pereira Dias

Coordenador de Cursos Semad-MT

 

 

 

 

 

Cuiabá - MT 21 de Abril de 2015.

 

OBJETIVOS E METAS:

Promover o ensino e a pesquisa para produzir, sistematizar e socializar o conhecimento nas várias áreas do saber, ampliando e aprofundando a formação continuada do ser humano para uma boa reflexão cristã na busca da construção de uma sociedade justa com base em princípios bíblicos e na defesa da qualidade de vida com responsabilidade social.

 

Calendário curricular do Curso

Aula Inaugural – 25/04/2015.

·         Todo Quarto Sábado haverá aulas em dois períodos/ Manhã e Tarde

·         (– intervalo de 2 horas para almoço).

·         Atividade Complementares (Simpósio e Feiras de Missões/Outros)

 

Certificado de conclusão de Curso:

Somente os participantes do Projeto devidamente matriculado que tiver no mínimo 70% de presença em sala de aula bem como nas atividades complementares, é que receberá o certificado de conclusão emitido pela apoiadora (FEICS).


 

1º Mód. GANHAR ALMAS! - UMA SUBLIME MISSÃO [1]

 

SUMÁRIO

1. O MAIOR OFÍCIO 

2. ENVOLVIMENTOS NA MISSÃO

3. POR QUE DEVEMOS GANHAR ALMAS 

4. COMO PODEMOS GANHAR ALMAS 

5. QUANDO DEVEMOS GANHAR ALMAS?

6. ONDE PODEMOS GANHAR ALMAS 

CONCLUSÃO 

BIBLIOGRAFIA

 

 

 


 

1.      O MAIOR OFÍCIO

Ralph Earle e Joseph H. Mayfield notificam que, O verbo evangelizo, é uma expressão preferida de Lucas. Ele a usa aproximadamente na metade do total das conjunturas no Novo Testamento; com a acepção de “anunciando novidades jubilosas”, é um termo que se encaixa perfeitamente para descrever a pregação do evangelho pelos missionários do século I. Há uma ideia de que o processo de ganhar almas é de Deus, e que, portanto, não é necessário perscrutar o contexto, porém não se encontra base bíblica que fundamente tal consideração. Para se ter êxito na missão de ganhar almas, é necessário manejar bem a ferramenta utilizada no trabalho. No caso da evangelização, o instrumento é a Palavra de Deus; razão pela qual o apóstolo Paulo recomenda: “Esforça-te para te apresentar diante de Deus aprovado como obreiro (crente) que não tem de que se envergonhar, e que maneja bem a Palavra da verdade” (2 Tm 2. 15).3 Orlando Boyer em sua obra Esforça-te Para Ganhar Almas afirma:

O barbeiro sabe cortar o cabelo. O músico sabe tocar seu instrumento. Todo artista sabe exercer a sua profissão. Mas quantos crentes sabem executar seu ofício, que é o mais glorioso de todos, o de ganhar almas para Cristo? É com o pincel que o pintor tem destreza. É com o fuzil que o soldado é perito. Mas é a Palavra de Deus que o crente deve manejar bem. Com este alvo, é necessário estudar, gravar no coração e orar, para adquirir habilidade em usar as passagens da Bíblia e as indicadas nestes estudos.

O Comentário da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal concernente à aplicação na meditação das Escrituras Sagradas, afirma que o perscruto consistente e esforçado da Palavra de Deus é fundamental; caso contrário, seríamos conduzidos a negligenciar a Deus e ao nosso verdadeiro objetivo na vida. Luisa Walker sobre a melhor metodologia para ganhar almas interroga. Qual o melhor procedimento de evangelização? Afirma que de análogo modo poder-se-ia indagar a um pescador: Qual o melhor método para pescar?

Com rede, arpão ou anzol? Depende das circunstâncias o pescador provavelmente responderia. Enfatiza que há muito tempo Jesus chamou uns pescadores e se prontificou a dar-lhes um seminário sobre métodos de evangelização: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4. 19). Destaca que os discípulos seguiram a Jesus e dele aprenderam o que se relaciona com o poder, com a mensagem e com os métodos de evangelização. Com Ele aprenderam a orar, ensinar, pregar, curar os enfermos, alimentar os famintos, e ajudar os pecadores a encontrar a Deus.

2.      ENVOLVIMENTOS NA MISSÃO

Conforme Luisa Walker, se o processo divino de evangelização é atuar por meio de seu povo, nosso encargo é aceitar que o faça. Ao admitir seu projeto, consentimos certas responsabilidades e ralações com outros. Na evangelização vemo-nos envolvidos com Deus, os perdidos e com Satanás.

2.1 Em Relação a Deus

Em relação a Deus, a autora realça que, comprometer-se com o Criador é muito mais do que receber a incumbência que Ele nos dá. É entregar-lhe nosso tempo, nossas habilidades; dispor nossa vida toda sob seu controle. Ele, por sua vez, nos proporciona o poder de que precisamos para realizar suas ordens. Deus deseja encher-nos de seu Espírito e agir por nossa mediação.

2.2 Em Relação aos Perdidos

Em Relação aos perdidos Luisa frisa que, a evangelização conduz a relacionar-nos com indivíduos que não conhecem a Deus. Ele nos deu o pão da vida para que o partilhemos com os que têm fome. Temos em nossas mãos a proclamação de perdão para os que se encontram nas cadeias do pecado. Precisamos nortear os perdidos mostrando-lhes o mapa que Deus nos dá na Bíblia, e levá-los a Jesus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Destaca que Deus tem um serviço para você, uma obra peculiar a concretizar nestes dias cruciais, antes da volta de Jesus. Queira Deus que esta palestra o ajude a encontrar esse lugar se acaso não está nele!

2.3 Em Relação a Satanás

Em Relação a Satanás a autora expressa que, não nos agrada a imaginação de topar com o Diabo na evangelização. Na evangelização labutamos a fim de colocarmos em liberdade os aprisionados de Satanás, seus escravos. Sozinhos eles não podem libertar-se, nem tampouco podemos nós livrá-los, porém somos emissários a dizer-lhes como Jesus os libertará. Desse modo entramos em guerra direto com Satanás. É a mesma batalha declarada no Éden entre a semente da mulher e a da serpente. Satanás lhe dará combate quando você trabalhar na evangelização. Ele procura criar-lhe impedimento de toda forma possível. Torna as pessoas cegas à verdade e faz que combatam ao evangelho, ou faz apáticos à mensagem. Satanás emprega muitas armas contra nós em seu alvo de afastar-nos da obra de Deus. Pode empregar a perseguição, a crítica, a incerteza, o tumulto, as coações emocionais, as tentações, as incompreensões entre os cristãos, bem como os problemas físicos. Nossa batalha contra Satanás provém de nossa obra na evangelização. Portanto, devemos reconhecer este fato e usar o amparo e as armas que Deus nos proporciona e afirma:

Em primeiro lugar, quanto melhor compreendermos que batalhamos contra Satanás, e não contra as pessoas que nos fazem oposições, tanto mais fácil nos será conseguir a vitória. Teremos maior compaixão pelas vítimas de Satanás, mais paciência com os insolentes ou com os indiferentes, e mais sabedoria para lhes resolver os problemas. Em segundo lugar, não há por que atemorizar-nos diante dos perigos da tarefa. Deus mesmo nos acompanhará. A luz de seu Espírito e de sua Palavra penetra as mentes obscurecidas e lhes dá visão espiritual. Ele nos conduz à batalha, dando-nos a armadura protetora e as armas com as quais poderemos defender-nos, derrotar o diabo e pôr em liberdade os cativos. Na evangelização somos cooperadores de Deus; dependemos de sua graça e poder quando apresentamos a Cristo e lutamos contra Satanás pela salvação das almas.

As implicações são oriundas de atitudes. Na Evangelização não se foge disso, pois é uma ação dinâmica que se envolve tanto com seres de nossa dimensão de vida, a extensão terrestre, como a dimensão celestial, a magnitude do sobrenatural. Porém o que proporciona segurança ao mensageiro das Boas Novas de Deus é o fato de nesses envolvimentos o Soberano Deus está junto com o Atalaia.

 

3.      POR QUE DEVEMOS GANHAR ALMAS

Entre tantas outras razões, da evangelização, em primeiro lugar está a grande finalidade da vinda do Senhor Jesus ao mundo (Jo 3. 16). Valdir Bícego ressalta que Ele veio para buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19. 10b). Toda a sua missão foi consagrada à conquista das almas (Jo 4. 34), pois Ele as via como ovelhas que não têm pastor; desgarradas e errantes (Mt 9. 36), como adoentados necessitados de médico (Mt 9. 12).

3.1 Missão Outorgada a Igreja

O Comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal expressa que o cristão, seja ele pastor, evangelista, missionário, escritor, ensinador, diácono, ou apenas membro da igreja, se não estiver empenhado em trazer outras pessoas para Jesus, está fracassando em seu dever na obra de Deus.10 No conceito Bíblico de que uma alma vale mais do que o mundo inteiro nota-se no chamado de Jesus, a convocação mais elevada e o negocio mais importante do mundo; ganhar almas para o reino de Deus.

3.2 Desejo dos Anjos

Essa missão á tão sublime que os anjos almejam executá-la. Bícego sobre esse assunto comenta: Os anjos almejaram pregar o Evangelho (1 Pe 1. 12), porém Deus designou este trabalho para os seus servos. Não tendo corpo como o nosso, os anjos, que são espíritos (Hb1. 14), não podem proclamar que Jesus os salvou, curou, livrou da tentação e do perigo, mas nós os salvos, podemos pregar tudo isso, pois trazemos essas experiências em nossa história (1 Jo 1. 1-3). Deus nos tem concedido múltiplos talentos para esse serviço (Lc 19. 12,13) e Ele almeja que façamos a obra, pois, sendo longânimo, não quer “... que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se (2 Pe 3. 9). Realça ainda ser um dos maiores privilégios do crente é poder cooperar com Deus (Mc 16. 20) neste mister de ganhar almas para o seu Reino e afirma:

Que privilégio glorioso é pregar a Palavra, pois fomos escolhidos por Deus para este trabalho (Jo 15. 19), e Deus “... pôs em nós a palavra da reconciliação; de sorte que somos embaixadores da parte de Cristo...” (2 Co 5. 19,20). Portanto, façamos jus a este grande privilégio, levando a mensagem da Cruz para as almas perdidas, arrebatando-as do fogo da condenação! (Jd 23).

Richard Taylor exprime o propósito de Deus referente à proclamação das Boas Novas de Gracioso e Ressalta: “O interesse no propósito gracioso de Deus era tão grande que os anjos desejam bem atentar”.

3.3 A Condição Para o Crescimento da Igreja

A comunicação é um meio eficiente de levar as pessoas as informações necessária para se obter um resultado positivo a que se almeja alcançar. Esse recurso é o melhor método de crescimento de todos os tempos. O soberano Criador, desde os primórdios utilizou a comunicação no relacionamento com o ser humano. Falou com Adão e Eva pessoalmente, falou com os patriarcas, com Moisés, com os profetas e por Cristo. Jesus Aderiu a mesma metodologia do Pai, outorgou poderes a Igreja e ordenou: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mt 28. 19, 20).

Matthew Henry especifica que Deus redimiu a igreja com seu próprio sangue, que neste ato fica expresso o nível do amor divino. Examina 1 João 3. 16 e indaga como se pode ter conhecimento se um cristão tem a verdadeira compaixão do amor de Cristo pelos pecadores que perecem, ou se o amor de Deus foi plantado em seu coração pelo Espírito Santo? E afirma: “Observando se amor ao mundo e por seus bens supera os sentimentos de compaixão pela pessoa que perece.”

Em suma, deve haver esforço para ganhar almas, pois o cristão tem a confiança que aquilo que hoje semeia com dedicação será grandemente abençoado por Deus no futuro. O Salmista afirma: “Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria; aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará sem dúvida com alegria, trazendo consigo os seus molhos” (Sl 126. 5,6).

 

4.      COMO PODEMOS GANHAR ALMAS

O trabalho de evangelização não fica fora do contexto das indagações de como executá-lo de forma eficiente. Além das orientações que a Bíblia Sagrada realça sobre a postura adequada para um resultado eficaz, encontra-se registrado também em suas paginas exemplos, principalmente o de Jesus, através de sua entrega total para resgatar o ser humano de sua vã maneira de viver, tornando-o nova criatura e trazendo-o de volta para Deus.

4.1 Com Amor

Conforme Boyer, devemos trabalhar com amor para com Deus, amor para com a alma. O amor é a eficácia que sobrepuja. Foi o amor que delineou a trajetória da salvação; foi o amor que a implantou, deve ser o amor de Cristo que nos constrange a proclamá-lo, e devemos anuncia-lo revelando este amor. Menciona que Cristo vendo a multidão teve grande compaixão (Mt 9. 36). Paulo não se enfastiava, compelido pelo amor de Cristo (Rm 9. 2). Realça que Moody não podia pronunciar aos perdidos sem chorar. A amabilidade divina faz derreter os corações de pedra. As lágrimas de amor são mais eloquentes que qualquer retórica. A dureza e a condenação, ao contrário, endurecem os que querem aproximar-se de Cristo. Comparem as palavras de Tiago e João: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para consumi-los? Com as da oração afetuosa do Salvador na cruz: Pai perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Confira ainda a posição dos Judeus para com a mulher adúltera, com a misericórdia de Cristo: “Nem eu tão pouco te condeno”. Pedro decepou a orelha de Malco, Cristo a curou. Que contraste: FOGO, PEDRAS E ESPADA de um lado, e COMPAIXÃO, PERDÃO E CURA de outro!

4.2 Três regras essenciais para a boa pesca

Boyer cita três regras essenciais para a boa pesca, que entende ser necessária para um trabalho eficaz: “1) Evite com cuidado que os peixes te vejam, 2) Evita com mais cuidado ainda que os peixes te vejam; 3) Evita ainda com maior cuidado que os peixes te vejam”. Destaca que há eclipse do sol quando a lua se intercala entre o sol e a terra. É fundamental, para ganhar o perdido, que não nos intercalemos entre o Sol da Justiça e o perdido.

4.3 Utilizando Métodos Específicos

Bícego frisa que podemos alcançar as almas usando métodos, apropriando-os de acordo com a situação.

4.3.1 Método direto - Através de perguntas (At 8. 30-35): Você está bem com Deus?

4.3.2 Método Indireto - Utilizando situações causais como: Situação mundial à luz das profecias, guerras, terremotos, acidentes, catástrofes, doenças, epidemias, progresso da ciência, mortes, política, crises pessoais, crimes, dificuldades, terrorismo etc. Ressalta que o apóstolo Pedro utilizou a ocorrência da cura do coxo para pregar (At 3. 1-26).

4.3.3 Método da Literatura - Walker expressa que na batalha que se trava no mundo inteiro para ganhar almas dos homens, a página impressa é uma das armas mais eficazes. Jornais, revistas, livros, panfletos: tudo isto está formando a opinião do leitor, modelando-lhe o caráter e traçando o curso de sua vida. A página impressa pode ser usada para a vida ou para a morte; para o bem ou para o mal. O próprio Deus sempre usou a palavra escrita como forma de se comunicar com o ser humano (Hc 2. 2).

4.3.4 Métodos Diversos

Entre inúmeros procedimentos, Bícego ressalta o abordar a maior necessidade do pecador, como na situação de Nicodemos (Jo 3. 1-21). Bem como enfatizar algo melhor para a vida do pecador, como no caso da Mulher Samaritana (Jo 4. 1,42). Dentro desta contextura Bícego notifica o ser atencioso, avulta que Jesus disse a Mulher Samaritana: Disseste bem (Jo 4. 18). Recomenda usar o tato para detectar a necessidade e saber aproximar-se das almas (1 Co 9. 19-22). Menciona o falar com convicção. “... eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia” (2 Tm 1. 12). Destaca a firmeza nas expressões do cego curado por Jesus e Jó: “... uma coisa sei, e é que, havendo sido cego, agora vejo” (Jo 9. 25), “... eu sei que o meu Redentor vive...” (Jó 19. 25). Nunca discutir. E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser manso para com todos aptos para ensinar, sofredor. Instruindo com mansidão os que resistem a ver se, porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade (2 Tm 2. 24-26). Destaca a necessidade de ser positivo, expressando-se de maneira a não deixar dúvida. “... Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa” (At 16. 31).

4.4 Cooperando de diversas maneiras

A Contribuição é indispensável, sem essa premissa é impossível realizar o trabalho. Bícego realça que o crente não somente deve evangelizar, mas também contribuir financeiramente para que outros o façam. As contribuições do crente, através dos dízimos e ofertas (2 Co 9. 6-11; 1 Co 9. 7-14; Ml 3. 10), sempre constituíram a base para a obra de evangelização. Deus ordenou: “[...] os que anunciam o Evangelho, que vivam do Evangelho” (1 Co 9. 14). As contribuições permitem que obreiros sejam enviados para abrirem trabalhos em outros lugares (Fp 4. 16-18; 2 Co 11. 8,9). Bem como a aquisição de materiais necessários para o serviço e realça ser um grande privilégio saber que nossa contribuição é transformada em subsídio para ganhar almas para Deus!

 

5.      QUANDO DEVEMOS GANHAR ALMAS?

A Bíblia diz que: “[...] há tempo para todo o propósito debaixo do céu (Ec 3.1). O Comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal, afirma que Deus tem um desígnio eterno que abarca os projetos e atividades de toda pessoa na terra. O Cristão deve entregar-se a Deus como sacrifício intenso, deixar que o Espírito Santo traga a efeito o plano de Deus em sua vida e ter cuidado para não se arredar da vontade de Deus, e assim desprezar o motivo quanto ao objetivo divino para a sua vida.

5.1 Presentemente

Bícego destaca que quando se trata de ganhar almas, o crente deve testificar Agora. “[...] eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação (2 Co 6. 2)”. O evangelista deve frisar que não existe um tempo tão apropriado para receber o perdão de Deus como o presente. Realça que a tempo e fora de tempo: “Pregues a Palavra, instes a tempo e fora de tempo...” (2 Tm 4. 2). Notifica ainda que se deve pregar, quer ouçam quer deixem de ouvir.

5.2 Devidos Motivos

Bícego descreve que há muitas razões pela qual devemos anunciar a salvação. Entre muitas está a brevidade da vida humana (Sl 90. 10-12; Ec 12. 1; Ef 3. 16). Como também a atuação constante de Satanás (Mt 13. 25). Se não pregarmos o Evangelho, os pecadores não poderão ser salvos e o inimigo manterá o homem preso em seus laços (2 Tm 2. 26).

5.3 Transpondo o Comodismo

Boyer ressalta que muitos dizem: estou esperando que a igreja me nomeie! Ou, a porta está cerrada agora, mas espero que o Senhor me mostre um lugar, breve! Está esperando ser convidado, esperando uma porta aberta, quando estamos rodeados de milhares e milhares sem a missiva da salvação, que estarão em breve no inferno! Ousa demorar em falar aos perdidos? Amanhã poderá ser muito tarde. Podes dizer que estás muito ocupado, ou que esperas um tempo mais oportuno? Boyer expressa que houve um acidente ontem e morreu um amigo. Foi ele salvo? Há um leito hoje vago no hospital que visitamos, ontem. Foi esta para eternidade aceitando ao salvador? “Salvai-os arrebatando-os do fogo” (Jd 23).

 

6.      ONDE PODEMOS GANHAR ALMAS

Respondendo a indagação de Onde se pode Ganhar almas? Bícego menciona a explicitação de Jesus que disse: “[...] Ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (At 1. 8). Afirma que com base nesse texto bíblico, podemos identificar e situar o campo do ganhador de almas nos seguintes lugares: Para o Crente em Particular – “Jerusalém”: A casa onde mora - A rua onde reside - O transporte que utiliza - O local onde trabalha - A escola onde estuda - O local onde faz suas compras - O templo onde congrega - As visitas que faz. Para a Igreja Local – “Jerusalém, Judéia e Samaria”: O bairro onde se localiza - A cidade onde se situa - Os locais circunvizinhos. Para a Igreja Universal – “Confins da Terra”: Todo o mundo (Mc 16.15) - Todas as nações (Mt 28.19) - Toda a Criatura (Mc 16.15) - Todas as gentes e raças (Mc 13.10) - Todas as aldeias (Mt 09.35) - Em todo lugar (At 17.30) - Confins da terra (At 01.08).

Em resumo; o Crente Pode Ganhar Almas: Em sua casa (1 Tm 5. 8) - Entre familiares (Lc 8.39) - Entre colegas (Jo 1. 41-45) - Nas conduções (At 8. 27. 31) - Nas praças (At 17. 17; 20. 20) - De casa em casa (At 20. 20) - Nas prisões (Fl 10) - Nos hospitais (Mt 25. 36,39) - Nas visitas (At 28. 8-10) - Á beira de rios (At 16. 13-15) - Nos navios (At 27. 21-25) - Nos orfanatos (Mc 10. 13,14) - Nas repartições públicas (Mc 2. 14).

Nessa direção Boyer relata que, uma professora de uma classe da Escola Bíblica Dominical, porque não tivera conversão na sua classe queria entregar a função. Mas o pastor, percebendo o empenho constante dos alunos não permitiu. Ela, com vivacidade orava com mais persistência para que o Espírito Santo tomasse conta. Certa ocasião, sentiu de visitar um dos alunos; lá expôs de tal maneira o anseio abrasador da alma, que o aluno se ajoelhou com ela e entregou-se a Cristo. Assim, entusiasmada, visitou todos os alunos e os dezesseis foram ganhos para Cristo, e tornaram-se membros da Igreja. Quando um saia da sala, outro entrava e muitas vezes convertia-se. Ela pedia a eles quando saiam da turma que escrevessem cartas informando de suas vidas com Cristo. Depois de alguns anos, ela recebeu mais de duzentas cartas de missionários, advogados, mecânicos, agricultores, médicos e outros de várias partes do mundo, os quais estavam ocupados em pregar , em ensinar na Escola Bíblica Dominical, ou em outra obra da Igreja.

 

CONCLUSÃO

Evangelizar significa trazer boas novas a alguém especificamente anunciar notificações a respeito da salvação em Cristo. Os evangelistas são aqueles que propagam as boas novas de redenção através do sacrifício de Cristo no Calvário (1 Co 15. 1-4). Aparentemente, parece não ser um trabalho de destaque vultoso, porém estão arrolados junto com os apóstolos, profetas, pastores e doutores, como aqueles que são chamados para partilhar a construção da Igreja (Ef 4. 11ss). Além do ministério da Igreja, tais crentes, compartilham o trabalho de evangelização; são homens e mulheres que amam a obra de ganhar almas para Cristo.

 

BIBLIOGRAFIA

Todas as citações bíblicas deste trabalho são da Bíblia de Estudo Pentecostal. ed. 1995. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

BOYER, Orlando. Esforça-te Para Ganhar Almas. São Paulo: Vida, 1992.

Comentário da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal ed. 2004. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

WALKER, Luisa J. Evangelização Dinâmica. São Paulo: Vida, 1993.

BÍCEGO, Valdir. Manual de EVANGELISMO. Rio de Janeiro: CPAD, 1990.

Comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal. ed. 1995. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

TAYLOR, Richard S. et al. Comentário Bíblico Beacon. 1ª. ed. v. 10. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico. 2ª. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.



[1] SILVA, Ilton Antonio da. Graduado em: Teologia – Faculdades EST. Pós Graduado em: Planejamento Educacional e Docência do Ensino Superior – Faculdades FEICS. Mestre em Educação e Teologia: Linha de Pesquisa – Leitura e Ensino da Bíblia – Faculdades EST.

 

 

Projeto Missionário 2015

CURSO DE PREPARAÇÃO MISSIONÁRIA

 

 

Ev. Nelson Barbosa Alves

Secretário Estadual de Missões / Semad-MT

Ev. Wesley Marcelino de Oliveira

Secretário Executivo de Missões / Semad-MT

Pb. Claudenir Pereira Dias

Coordenador de Cursos Semad-MT

 

 

 

UMA HISTÓRIA DAS MISSÕES CRISTÃS

 

Prof. Eduardo Leite [*]

 

 

I.   AS MISSÕES AFRICANAS (SÉCULO XVI – XX)

Na África o trabalho missionário só iniciou-se no final do século XV, na esteira da conquista portuguesa. Todavia sabemos que o cristianismo já tivera por lá desde os tempos antigos no Egito, Etiópia e Sudão. As primeiras iniciativas com Dom Henrique no Congoem 1491, não tiveram sucesso. Em 1640 os capuchinhos italianos aderem a empreitada e fundam a prefeitura apostólica no Congo. Entre os anos de 1645 a 1820 foram mobilizados cerca de quatrocentos e trinta e quatro religiosos para as missões no Congo e em Angola. Em Serra Leoa e nos reinos de Benin e do Warri, não tiveram os mesmos ganhos. O sul da África mantiveram os portugueses, embora em pouco número, por uns dois séculos.

O balanço dessa primeira expedição missionária foi de ganho mínimo, com adaptações sincréticas às religiosidades locais, o cristianismo obteve poucos avanços. Uma nova era de missões estava por vir com os protestantes. A Baptist Missionary Society, a London Missionary Society e Church Missionary Society foram fundadas na Inglaterra no final do século XVIII seguidos por Alemanha, Suiça e Estados Unidos essa instituições provocaram um novo mover sobre a África.

Em 1799 o primeiro missionário da London Missionary Society desembarcou na Cidade do Cabo onde os ingleses estavam se instalando. Um grupo de missionários anglicanos chegaram em Serra Leoa cinco anos depois. Em 1833, Paris através da Sociedade das Missões Evangélicas envia os seus a Lesoto. Em Zanzibar e Mombassa esperaram até 1844 pelas missões da Church Missionary Society. Nessa mesma época inicia-se o movimento missionário na Nigéria e em Camarões.

Em resposta ao movimento protestante, a igreja Católica através do papa Gregório XVI, em 1845 expressa sua vontade de criar o clero indígena. Em 1850 os primeiros missionários africanos são separados por cardeais que lutam contra a escravidão e integram-se a sociedade africana, entre eles destaca-se o cardeal Lavigerie, apóstolo africano contra a escravidão. Isso não quer dizer que ignoravam o sistema colonial e nem que deixavam de acreditar que o melhor dos mundos era a Europa com sua superioridade racial. Os missionários não percebiam a convergência entre o comércio, o cristianismo e a civilização. Poucos missionários e sociedades ficaram contra o sistema colonial.

Os missionários indígenas contribuíram quer seja antes da colonização, quer seja depois, para a fixação do cristianismo nesses locais. A colonização percebeu o benefício que o cristianismo lhes proporcionara e não foram poucos que quiseram retardar cada vez mais quais quer processo de emancipação do escravo.

A ordenação de pastores e bispos natos teve que esperar muito tempo. A experiência conheceu enormes fracassos entre os protestantes que não recebiam apoio de suas sedes. Segundo o Worl Christian Handbook, o número de ministros ordenados na África subsaariana passou de 1200, em 1900, a 4208, em 1957. Entretanto, entre os católicos o exercito aumentou de 6000 para 82.433, pois investiam pesadamente no clero local.

Hoje, os missionários europeus e norte americanos são cada vez menos numerosos. As igrejas tornaram-se independentes e localmente definidas sob suas culturas. O desafio ainda exige muita oração e preparo para que o fracasso esteja mais minimizado e distante dos que querem ir.

 

II.           MISSÕES EM TERRAS BRASILEIRAS

O Brasil é o terceiro país protestante do mundo. Hoje estamos na casa dos 42 milhões de protestantes, esse status deve-se ao trabalho de incansáveis missionários que atuaram no Brasil, desde os primeiros calvinistas até ao grande trabalho dos pentecostais.

Desde o descobrimento do Brasil até hoje, já se passaram 509 anos e os cristãos evangélicos chegaram em terras brasileiras pela primeira vez em 1555, antes desse ano só quem atuou como missionários no Brasil foram os católicos. As perseguições aos missionários que atuavam no Brasil foram tão grandes que em 1646 já não se tinha nem sequer indícios do protestantismo. Depois de mais de cento e cinqüenta anos de trevas, em que a chamada santa inquisição proibia a entrada de estrangeiros no Brasil. Finalmente, em 1808 uma nova lei que permitia o comércio entre países amigos abriu novamente o caminho para os missionários voltarem para o Brasil.

Agora vamos viajar na História para compreendermos um pouco do trabalho realizado pelos missionários estrangeiros em terras brasileiras, que deram o ponta pé inicial para que chegássemos em 2015 com mais de 40 milhões de evangélicos no Brasil.

 

III.        OS PRIMEIROS MISSIONÁRIOS FORAM OS JESUÍTAS

Os jesuítas faziam parte de uma ordem religiosa católica chamada Companhia de Jesus. Criados com o objetivo de disseminar a fé católica pelo mundo, os padres jesuítas eram subordinados a um regime de privações que os preparavam para viverem em locais distantes e se adaptarem às mais adversas condições. Aqui chegaram em 1549, com o objetivo salvar as almas dos nativos, os jesuítas demonstraram suas habilidades para tal missão.

 

Incumbidos dessa missão, promoveram a criação das missões, onde organizavam as populações indígenas em torno de um regime que combinava trabalho e religiosidade. Ao submeterem as populações aos conjuntos de valor da Europa, minavam toda a diversidade cultural das populações nativas do território. Além disso, submetiam os mesmos a uma rotina de trabalho que despertava a cobiça dos bandeirantes, que praticavam a venda de escravos indígenas.

Os jesuítas começaram sua evangelização erguendo um colégio em Salvador da Bahia, fundando a Província Brasileira da Companhia de Jesus.

 

IV.        OS PROTESTANTES CHEGARAM AO BRASIL

Os primeiros protestantes chegaram ao Brasil ainda no período colonial. Dois grupos são particularmente relevantes:

Os protestantes franceses na Guanabara (1555-1567): no final de 1555, chegou à Baía da Guanabara uma expedição francesa comandada pelo vice-almirante Nicolas Durand de Villegaignon, para fundar a "França Antártica." Esse empreendimento teve o apoio do almirante huguenote Gaspard de Coligny, que seria morto no massacre do dia de São Bartolomeu (24-08-1572).

Em resposta a uma carta de Villegaignon, Calvino e a igreja de Genebra enviaram um grupo de crentes reformados, sob a liderança dos pastores Pierre Richier e Guillaume Chartier (1557). Fazia parte do grupo o sapateiro Jean de Léry, que mais tarde estudou na Academia de Genebra e tornou-se pastor (†1611). Ele escreveria um relato da expedição, História de uma Viagem à Terra do Brasil, publicado em Paris em 1578. Em 10 de março de 1557, esses reformados celebraram o primeiro culto evangélico do Brasil e talvez das Américas.

Todavia, pouco tempo depois Villegaignon entrou em conflito com as calvinistas acerca dos sacramentos e os expulsou da pequena ilha em que se encontravam.

Alguns meses depois, os colonos reformados embarcaram para a França. Quando o navio ameaçou naufragar, cinco deles voltaram e foram presos: Jean du Bordel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon, André Lafon e Jacques le Balleur. Pressionados por Villegaignon, escreveram uma bela declaração de suas convicções, a "Confissão de Fé da Guanabara" (1558). Em seguida, os três primeiros foram mortos e Lafon, o único alfaiate da colônia, teve a vida poupada. Balleur fugiu para São Vicente, foi preso e levado para Salvador (1559-67), sendo mais tarde enforcado no Rio de Janeiro, quando os últimos franceses foram expulsos.

A França Antártica é considerada como a primeira tentativa de estabelecer tanto uma igreja quanto um trabalho missionário protestante na América Latina.

Os holandeses no Nordeste (1630-54): depois de uma árdua guerra contra a Espanha, a Holanda calvinista conquistou a sua independência em 1568 e começou a tornar-se uma das nações mais prósperas da Europa. Pouco tempo depois, Portugal caiu sob o controle da Espanha por sessenta anos – a chamada "União Ibérica" (1580-1640).

Em 1621, os holandeses criaram a Companhia das Índias Ocidentais com o objetivo de conquistar e colonizar territórios da Espanha nas Américas, especialmente uma rica região açucareira: o nordeste do Brasil. Em 1624, os holandeses tomaram Salvador, a capital do Brasil, mas foram expulsos no ano seguinte. Finalmente, em 1630 eles tomaram Recife e Olinda e depois boa parte do Nordeste.

O maior líder do Brasil holandês foi o príncipe João Maurício de Nassau-Siegen, que governou o nordeste de 1637 a 1644. Nassau foi um notável administrador, promoveu a cultura, as artes e as ciências, e concedeu uma boa medida de liberdade religiosa aos residentes católicos e judeus.

Sob os holandeses, a Igreja Reformada era oficial. Foram criadas vinte e duas igrejas locais e congregações, dois presbitérios (Pernambuco e Paraíba) e até mesmo um sínodo, o Sínodo do Brasil (1642-1646). Mais de cinqüenta pastores ou "predicantes" serviram essas comunidades. A Igreja Reformada realizou uma admirável obra missionária junto aos indígenas. Além de pregação, ensino e beneficência, foi preparado um catecismo na língua nativa. Outros projetos incluíam a tradução da Bíblia e a futura ordenação de pastores indígenas, projeto esse semelhante aos jesuítas.

Em 1654, após quase dez anos de luta, os holandeses foram expulsos, transferindo-se para o Caribe. Os judeus que os acompanhavam foram para Nova Amsterdã, a futura Nova York.

 

V. BRASIL IMPÉRIO E OS PROTESTANTES

O século XIX testemunhou a implantação definitiva do protestantismo no Brasil.

Primeiras manifestações:

Em janeiro de 1808, com a chegada da família real, o príncipe-regente João decretou a abertura dos portos do Brasil às nações amigas. Em novembro, novo decreto concedeu amplos privilégios aos imigrantes de qualquer nacionalidade ou religião.

Em fevereiro de 1810, Portugal assinou com a Inglaterra tratados de Aliança e Amizade e de Comércio e Navegação. Este, em seu artigo XII, concedeu aos estrangeiros "perfeita liberdade de consciência" para praticarem sua fé. Tolerância limitada: proibição de fazer evangelização e falar contra a religião oficial; capelas sem forma exterior de templo e sem uso de sinos.

Um dos primeiros pastores presbiterianos a visitar o Brasil foi o Rev. James Cooley Fletcher (1823-1901), que aqui chegou em 1851. Fletcher foi capelão dos marinheiros que aportavam no Rio de Janeiro e deu assistência religiosa a imigrantes europeus. Ele manteve contatos com D. Pedro II e outros membros destacados da sociedade; lutou em favor da liberdade religiosa, da emancipação dos escravos e da imigração protestante. Ele escreveu o livro O Brasil e os Brasileiros (1857), que foi muito apreciado nos Estados Unidos.

Fletcher não fez nenhum trabalho missionário junto aos brasileiros, mas contribuiu para que isso acontecesse. Foi ele quem influenciou o Rev. Robert Reid Kalley e sua esposa Sarah P. Kalley a virem para o Brasil, o que ocorreu em 1855. Kalley fundou a Igreja Evangélica Fluminense em 1858. No ano seguinte, chegou ao Rio de Janeiro o fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil, o Rev. Ashbel G. Simonton.

O primeiro capelão anglicano, Robert C. Crane, chegou em 1816. A primeira capela foi inaugurada no Rio de Janeiro em 26-05-1822; seguiram-se outras nas principais cidades costeiras. Outros estrangeiros protestantes: americanos, suecos, dinamarqueses, escoceses, franceses e especialmente alemães e suíços de tradição luterana e reformada.

Quando se proclamou a Independência, contudo, ainda não havia igreja protestante no país. Não havia culto protestante em língua portuguesa. E não há notícia de existir, então, sequer um brasileiro protestante.

Com a independência, houve grande interesse na vida de imigrantes, inclusive protestantes. Constituição Imperial de 1824, art. 5º: "A religião católica apostólica romana continuará a ser a religião do Império. Todas as outras religiões serão permitidas com seu culto doméstico ou particular, em casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior de templo."

1820 – suíços católicos iniciaram a colônia de Nova Friburgo; logo a área foi abandonada e oferecida a alemães luteranos que chegaram em maio de 1824: um grupo de 324 imigrantes acompanhados do seu pastor, Friedrich Oswald Sauerbronn (1784-1864).

A maior parte dos imigrantes alemães foi para o sul: cerca de 4.800 entre 1824 e 1830 (60% protestantes). Primeiros pastores: Johann Georg Ehlers, Karl Leopold Voges e Friedrich Christian Klingelhöffer.

Junho 1827: fundação da Comunidade Protestante Alemã-Francesa do Rio de Janeiro, por iniciativa do cônsul da Prússia Wilhelm Von Theremin. Luteranos e calvinistas. Primeiro pastor: Ludwig Neumann. Primeiro santuário em 1837 (alugado); o edifício próprio foi inaugurado em 1845.

Por falta de ministros ordenados, os primeiros luteranos organizaram sua própria vida religiosa. Elegeram leigos para serem pastores e professores, os "pregadores-colonos." Na década de 1850, a Prússia e a Suíça "descobriram" os alemães do sul do Brasil e começaram a enviar-lhes missionários e ministros. Isso criou uma igreja mais institucional e européia.

Em 1868, o Rev. Hermann Borchard (chegou em 1864) e outros colegas fundaram o Sínodo Evangélico Alemão da Província do Rio Grande do Sul, que foi extinto em 1875. Em 1886, o Rev. Wilhelm Rotermund (chegou em 1874) organizou o Sínodo Rio-Grandense, que se tornou modelo para outras organizações similares. Até o final da Segunda Guerra Mundial as igrejas luteranas permaneceram culturalmente isoladas da sociedade brasileira.

Uma conseqüência importante da imigração protestante é o fato de que ela ajudou a criar as condições que facilitaram a introdução do protestantismo missionário no Brasil. Erasmo Braga observou que, à medida que os imigrantes alemães exigiam garantias legais de liberdade religiosa, estadistas liberais criaram "a legislação avançada que, durante o longo reinado de D. Pedro II, protegeu as missões evangélicas da perseguição aberta e até mesmo colocou as comunidades não-católicas sob a proteção das autoridades imperiais" (The Republic of Brazil, 49).

Em 1930, de uma comunidade protestante de 700 mil pessoas no país, as igrejas imigrantes tinham aproximadamente 300 mil filiados. A maior parte estava ligada à Igreja Evangélica Alemã do Brasil (215 mil) e vivia no Rio Grande do Sul.

 

VI. PROTESTANTISMO MISSIONÁRIO:

As primeiras organizações protestantes que atuaram junto aos brasileiros foram as sociedades bíblicas: Britânica e Estrangeira (1804) e Americana (1816). Traduções da Bíblia: protestante – Rev. João Ferreira de Almeida (1628-1691); católica – Pe. Antonio Pereira de Figueiredo (1725-1797). Primeiros agentes oficiais: SBA – James C. Fletcher (1855); SBBE – Richard Corfield (1856). O trabalho dos colportores.

A Igreja Metodista Episcopal foi a primeira denominação a iniciar atividades missionárias junto aos brasileiros (1835-41). Obreiros: Fountain E. Pitts, Justin Spaulding e Daniel Parish Kidder. Fundaram no Rio de Janeiro a primeira escola dominical do Brasil. Também atuaram como capelães da Sociedade Americana dos Amigos dos Marinheiros, fundada em 1828.

Daniel P. Kidder: figura importante dos primórdios do protestantismo brasileiro viajou por todo o país, vendeu Bíblias, contactou intelectuais e políticos destacados, como o Pe. Feijó, regente do império (1835-37). Escreveu Anotações de Residência e Viagens no Brasil, publicado em 1845, clássico que despertou grande interesse pelo nosso país.

Robert Reid Kalley (1809-1888): nascido na Escócia, estudou medicina e em 1838 foi trabalhar como missionário na Ilha da Madeira. Oito anos depois, escapou de violenta perseguição e foi com seus paroquianos para os Estados Unidos. Fletcher sugeriu que fosse para o Brasil, aonde Kalley e sua esposa Sarah Poulton Kalley (1825-1907) chegaram em maio de 1855. No mesmo ano, fundaram em Petrópolis a primeira escola dominical permanente do país (19-08-1855). Em 11 de julho de 1858, Kalley fundou a Igreja Evangélica, depois Igreja Evangélica Fluminense (1863), cujo primeiro membro brasileiro foi Pedro Nolasco de Andrade.

Igreja Presbiteriana: missionários pioneiros – Ashbel Green Simonton (1859), Alexander L. Blackford (1860), Francis J.C. Schneider (1861). Primeiras igrejas: Rio de Janeiro (12-01-1862), São Paulo e Brotas (1865). Imprensa Evangélica (1864), seminário (1867). Primeiro pastor brasileiro: José Manoel da Conceição (17-12-1865). Imigrantes americanos: estabeleceram-se no interior de São Paulo após a Guerra Civil americana (1861-65). Foram seguidos por missionários presbiterianos, metodistas e batistas. Pioneiros presbiterianos da Igreja do sul dos Estados Unidos (PCUS): George N. Morton e Edward Lane (1869). Fundaram o Colégio Internacional (1873).

Igreja Metodista Episcopal (sul dos EUA): enviou Junius E. Newman para trabalhar junto aos imigrantes (1876). O primeiro missionário aos brasileiros foi John James Ransom, que chegou em 1876 e dois anos depois organizou a primeira igreja no Rio de Janeiro. Martha Hite Watts iniciou uma escola para moças em Piracicaba (1881). A partir de 1880, a I.M.E. do norte dos EUA enviou obreiros ao norte do Brasil (William Taylor, Justus H. Nelson) e ao Rio Grande do Sul. A Conferência Anual Metodista foi organizada em 1886 pelo bispo John C. Granbery, com a presença de apenas três missionários.

Igreja Batista: os primeiros missionários, Thomas Jefferson Bowen e sua esposa (1859-61) não foram bem sucedidos. Em 1871, os imigrantes de Santa Bárbara organizaram duas igrejas. Os primeiros missionários junto aos brasileiros foram William B. Bagby, Zachary C. Taylor e suas esposas (chegados em 1881-82). O primeiro membro e pastor batista brasileiro foi o ex-padre Antonio Teixeira de Albuquerque, que já estivera ligado aos metodistas. Em 1882 o grupo fundou a primeira igreja em Salvador, Bahia. A Convenção Batista Brasileira foi criada em 1907.

Igreja Protestante Episcopal: última das denominações históricas a iniciar trabalho missionário no Brasil. Um importante e controvertido precursor havia sido Richard Holden (1828-1886), que durante três anos (1861-64) atuou com poucos resultados no Pará e na Bahia. O trabalho permanente teve início em 1890 com James Watson Morris e Lucien Lee Kinsolving. Inspirados pela obra de Simonton e por um folheto sobre o Brasil, fixaram-se em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, estado até então pouco ocupado por outras missões.

 

VII. IGREJAS PENTENCOSTAIS E NEO-PENTENCOSTAIS:

As três ondas do pentencostalismo brasileiro: (a) Décadas 1910-1940: chegada simultânea da Congregação Cristã no Brasil e da Assembléia de Deus, que dominam o campo por 40 anos; (b) Décadas 1950-1960: campo pentecostal se fragmenta, surgem novos grupos – Evangelho Quadrangular, Brasil Para Cristo, Deus é Amor e muitos outros (contexto paulista); (c) Anos 70 e 80: neopentecostalismo – Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus e outras (contexto carioca).

·                         Congregação Cristã no Brasil: fundada pelo italiano Luigi Francescon (1866-1964). Radicado em Chicago, foi membro da Igreja Presbiteriana Italiana e aderiu ao pentecostalismo em 1907. Em 1910 (março-setembro) visitou o Brasil e iniciou as primeiras igrejas em Santo Antonio da Platina (PR) e São Paulo, entre imigrantes italianos. Veio 11 vezes ao Brasil até 1948. Em 1940, o movimento tinha 305 "casas de oração" e dez anos mais tarde 815.

·                         Assembléia de Deus: Em 1906, explode na Califórnia um grande avivamento, o pentecostalismo da Rua Azuza. O Movimento Pentecostal, logo enviou missionários por todo o mundo, sendo um despertamento missiológico muito forte. Enquanto o avivamento expandia-se e dominava a vida religiosa de Chicago, na cidade de South Bend, no Estado de Indiana, que fica cem quilômetros de Chicago, morava um pastor batista que se chamava Gunnar Vingren. Atraído pelos acontecimentos do avivamento de Chicago, o jovem originário da Suécia foi a essa cidade a fim de saber o que realmente estava acontecendo ali. Diante da demonstração do poder divino, ele creu e foi batizado com o Espírito Santo. Pouco tempo depois, Gunnar Vingren participou de uma convenção de igrejas batistas, em Chicago. Essas igrejas aceitaram o Movimento Pentecostal. Ali ele conheceu outro jovem sueco que se chamava Daniel Berg. Esse jovem também fora batizado com Espírito Santo. Através de uma revelação divina, receberam um chamado para o estado do Pará (Br). Nenhum dos presentes conhecia aquela localidade. Após a oração, os jovens foram a uma biblioteca à procura de um mapa que lhes indicasse onde o Pará estava localizado. Foi quando descobriram que se tratava de um estado do Norte do Brasil, tratava-se de uma chamada de fé. Gunnar Vingren e Daniel Berg despediram-se da igreja e dos irmãos em Chicago. No dia 19 de novembro de 1910, em um dia de sol causticanteos dois missionários desembarcaram em Belém. Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram a Belém, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil. O termo Assembléia de Deus dado a denominação não tem uma origem definida entre nós. Entretanto, sugere-se estar ligado as Igrejas que na América do Norte professam a mesma doutrina e recebem a designação de Assembléia de Deus ou Igreja Pentecostal. Sobre a questão e aceit&aa

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SEMAD-MT - Secretaria Estadual de Missões das Assembleias de Deus do Estado de Mato Grosso.. 

Quinta, 14 de Dezembro de 2017


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