Eventos. SEMAD-MT - Secretaria Estadual de Missões das Assembleias de Deus do Estado de Mato Grosso.

EVENTOS

3º AULA CURSO-TEOMISSIOLOGIA / ALPHAVILLE

21/04/2015

Projeto Missionário 2015

CURSO INTRODUTÓRIO DE TEO / MISSIOLOGIA

 

 

Ev. Wesley Marcelino de Oliveira

Secretário Executivo Semad-MT

Pb. Claudenir Pereira Dias

Coordenador de Cursos Semad-MT

Pr. Francisco Fernando Viana

Pastor do Setor - Alphaville

 

 

 

 

 

Cuiabá - MT 15 de Abril de 2015.

 

 

Módulo III: Antropologia Missionária

 

CURSO: MISSIOTEOLOGIA

 

NOME: ________________________________________________ NOTA: _____

 

                                                                Profa Rosângela Roldan[1]

  1. ANTROPOLOGIA

É a ciência que tem como objeto o estudo o homem e a humanidade abrangendo todas as suas dimensões: arte, saúde, educação, alimentação, comunicação, religião, interação humana etc.

 

  1. ANTROPOLOGIA MISSIONÁRIA

Visa ao estudo do homem como ser biológico e cultural.

A finalidade da Antropologia Missionária é de desenvolver as relações interpessoais equilibradas e comunicação inteligível. Outra finalidade é promover um ambiente que promove a partilha das verdades de Cristo e o envolvimento com a sociedade abordada.

Contribuição Missionária para a Antropologia - Esta contribuição se dá por meio da coleta, organização e distribuição de informações etnográficas decorrentes da vivência prolongada do missionário no meio do grupo social com o qual se relaciona, do aprendizado da língua materna e da busca por um relacionamento aproximado.

A ênfase missionária na formação de líderes locais, o plantio de igrejas autóctones e a tradução da Bíblia para línguas maternas influenciaram a expectativa e o treinamento missionário mundial.

3.     MISSIONÁRIOS-ANTROPÓLOGOS

A Antropologia colabora com as ações missionárias:

1.     Permite a compreensão de situações transculturais;

2.     Esclarece tarefas missionárias, como a tradução da Bíblia e o aprendizado de uma nova língua;

3.     Auxilia na compreensão dos processos de conversão, incluindo mudança social;

4.     Ajuda a comunicar o Evangelho de forma relevante para quem o ouve;

5.     Constrói relacionamentos interculturais, criando pontes de compreensão e comunicação.

 

4.     ANTROPOLOGIA MISSIONÁRIA

É reconhecida como a união entre o conhecimento e a ação, a pesquisa e a atividade. É a antropologia aplicada às pesquisas e ações missionárias.

 

5.     ETNOGRAFIA

Os estudos etnográficos são uma técnica, consiste no estudo de um objeto por vivência direta da realidade onde este se insere.

 

6.     ANTROPOLOGIA INTERPRETATIVISTA

Propõe uma análise da sociedade como um texto a ser lido, sendo este repleto de significados.

 

7.     ETNOLOGIA

É o estudo ou ciência que estuda os fatos e documentos levantados pela etnografia. Ex: Quilombolas.

8.  ANTROPOLOGIA APLICADA

 Consiste na utilização dos métodos antropológicos em busca de soluções para problemáticas da convivência humana, sendo, portanto, adequada aos desafios dos movimentos missionários.

É necessário perceber que a compreensão do outro fomenta o respeito cultural, aproxima as partes e constrói bons canais de comunicação.

Para o saber antropológico o conceito de cultura abarca diversas dimensões: Universo psíquico, os mitos, os costumes e rituais, suas histórias peculiares, a linguagem, valores, crenças, leis, relações de parentesco etc.

Devemos compreender que boa parte de nossos erros não advém do desconhecimento dos conceitos bíblicos, e sim da limitação na compreensão do outro, do modo como ele vê e interpreta o universo que o cerca.

 

 

9.     INTERVENÇÃO DO MISSIONÁRIO E MUDANÇA DA REALIDADE

A Antropologia se propõe a observar e aprender, a Missiologia almeja relacionar-se e interagir, o que gera mudanças na sociedade.

A mudança é possível se sua necessidade for percebida e, nesse caso, deve ser processada no interior de uma comunidade intercultural de argumentação.

 

10.  ANTROPOLOGIA COMUNICATIVA

A mudança por meio do contato intercultural é possível e desejável e desenvolve o pensamento.

Discutir em relação aos povos a maneira como estes vivem, a sua condição humana, cultivavam seus hábitos, normas, características, interpretavam os seus mitos, os seus rituais, a sua linguagem.

Entre os indígenas do Brasil, por exemplo, o processo de escolarização tem sido um dos principais causadores de mudança cultural.

 

 

11.  ETNOCENTRISMO

Etnocentrismo ocorre quando um determinado indivíduo ou grupo de pessoas discrimina outro, julgando-se melhor, seja pela sua condição social, pelos diferentes hábitos ou manias, ou até mesmo por uma diferente forma de se vestir.

 

12.  ANTROPOLOGIA MISSIONÁRIA

•      Fundamenta-se numa perspectiva de dinâmica social e cultural, de entendimento do homem num processo de constante mudança a partir das ideias ou intervenções  externas.

•      Ela percebe a sociedade humana numa continuada busca por soluções para as problemáticas da vida e se propõe a dialogar e a interagir, com a intenção de partilhar valores e princípios que mostrem válidos para o homem, de acordo com os critérios éticos de autonomia e liberdade.  

 

13.  EVANGELIZAÇÃO OU CATEQUESE

A CATEQUESE SE BASEIA EM:

  1. Imposição de valores, não em sua exposição;
  2. Nos códigos comunicacionais de quem transmite, não de quem recebe;
  3. Na proposta da relação do grupo-alvo com a igreja-instituição, não com a igreja-pessoas;
  4. No alvo de adequar o ouvinte a uma forma religiosa nominal;
  5. Na perspectiva de não ajudar o ouvinte a compreender o sentido do Evangelho.

A evangelização é dialógica e relacional, uma vez que utiliza processos de conversação, exposição e discipulado que visam ao entendimento da mensagem e à sua aplicação na vida diária.

O conteúdo é o Evangelho, e a abordagem é construída por critérios de sensibilidade e compreensão cultural.  Toda sociedade possui sua visão de mundo e sua ideologia.

14.  IDENTIDADE CULTURAL

É um estudo que pode ser utilizado para desenvolvimento de padrões de observação, compreensão e relacionamento entre culturas.

 

 

15.  COMUNICAÇÃO INTERCULTURAL

ü  A interculturalidade é um encontro de culturas e de troca de conhecimento e vivência.

ü  O objetivo principal é a troca – de informação, conceitos, vivência e/ou qualquer outra área de conhecimento e cultura – a partir das relações comunicacionais.

ü  Na comunicação transcultural o transmissor e o receptor se fundem na busca de sentido, conhecimento e diálogo.

ü  A comunicação transcultural – objetiva a compreensão de um sobre o outro. Parte de uma análise mais contextual, de uma análise da nação, organização e cultura.

ü  A comunicação intercultural – propicia o diálogo de um com o outro. Parte da análise do indivíduo e de sua sociedade, ou seja, de seu bojo cultural e sua cosmovisão.

 

  1. O que é Estresse?

    Estresse é definido como:

        (a) a soma de respostas físicas e mentais causadas por determinados estímulos externos (estressores) e que permitem ao indivíduo (humano ou animal) superar determinadas exigências do meio ambiente.

        (b) o desgaste físico e mental causado por esse processo.

     

    CHOQUE CULTURAL: Lidando com estresse em um ambiente transcultural

         

—  O estresse pode ser causado pela ansiedade e depressão devido à mudança brusca no estilo de vida e a exposição a um determinado ambiente, que leva a pessoa a sentir um determinado tipo de angústia.

—  ANSIEDADE - É uma tensão interna que, normalmente resulta da tentativa de viver segundo as pressões externas.

—  ANGÚSTIA - Termo grego que significa estrangulamento ou estreitamento. Alguma situação vivida como um funil que comprime.

 

  1. ESTRESSE TRANSCULTURAL

·      É adaptar ao estilo de vida e aos padrões de comportamento para se encaixar numa nova cultura.

·      Período de desorientação, tempestades emocionais.

·      A Cultura diferente é o que faz o missionário se sentir um estranho quando está longe de casa.

·      O estresse cultural – varia em intensidade, quanto mais diferente, e maior o envolvimento da pessoa na vida social, maior o estresse. 

·      O novo obreiro se torna como uma criança, e precisa aprender o comportamento apropriado do povo.

·      Todo sistema de valores é transtornado e precisa ser reorganizado.

 

 

18.  CAUSADORES DO ESTRESSE TRANSCULTURAL

  • Mudança na língua;
  • Mudança de rotina;
  • Sentimento de culpa quando os missionários não conseguem viver segundo a nova cultura.
  • Desajuste emocional.

OBS: Estatísticas disponíveis mostram que 25% dos missionários não completam seu cronograma todo ou não retornam para o campo depois do primeiro período de licença.

 

19.  QUINZE DICAS DE SOBREVIVÊNCIA PARA OS NOVOS OBREIROS

1 – Estabeleça metas razoáveis;

2 – Não Leve MUITO a sério a lista de tarefas do seu trabalho;

3 – Seja compromissado com a alegria;

4 – Mantenha uma boa saúde emocional;

5 – Lembre –se que você é humano;

6 – Não tenha medo de ser um pouco excêntrico;

7 – Seja flexível;

8 – Não leve você mesmo muito a sério;

9 – Reduza seu estresse onde isso for possível;

10 – Faça sua mudança de cultura gradualmente.

11 – Perdoe a si mesmo; perdoe as outras pessoas;

12 – Estabeleça algumas culturas muito próximas com as pessoas da cultura que lhe recebeu;

13 – Seja agradecido; 14 – Seja um encorajador;

15 – Crie coragem; alguém entende – não tema de ser um pouco diferente.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por fim, a Antropologia Missionária é:

· Dialógica – fundamenta-se na troca de informações e percepções da visão de mundo;

· Relacional – desenvolve-se nos ambientes de relacionamento pessoal;

· Intercultural – ambienta-se na sociedade humana e no encontro de culturas;

· Ideológica – objetiva comunicar valores bíblicos;

· Comunicacional – valoriza os processos de transmissão da mensagem na língua do grupo com o qual se relaciona.

 

REFERÊNCIAS

LIDÓRIO, Ronaldo. Introdução à antropologia missionária. São Paulo: Vida Nova, 2011.

LOSS, Myron. Choque Cultural: Lidando com o estresse em um ambiente transcultural. Minas Gerais: Myron Loss, 2005.



[1] Rosângela Roldan serve ao Senhor Jesus Cristo pela graça de Deus na Igreja Assembleia de Deus do Ministério Belém localizada na Cohab São Gonçalo-Cuiabá. Pela bondade de Deus é Esposa, Mãe, Psicóloga, Teóloga e Graduanda de Pedagogia da UFMT. É Coordenadora Geral do Aconselhamento Bíblico da USADECRE, Superintendente da Escola Bíblica Dominical 2015, Professora das Faculdades Evangélicas Integradas Cantares de Salomão (FEICS) e Psicóloga Clínica da SBE (TEL: 36442768). 

 

 

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Quarta, 18 de Outubro de 2017